Sábado, Julho 18, 2009


Chega ao fim o enlouquecido
amarelo dos girassóis;
chega ao fim extenuado.
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Eugénio de Andrade
A caminho de Beja
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o fim, o fim.
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fechando este ciclo de apresentações, hoje terá lugar a última sessão de
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aqui fui Clarisse.
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Casa Amarela, 22:00h
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Sexta-feira, Julho 17, 2009

happy birthday to you

a canção mais conhecida do mundo, celebrizada num momento único.
um casulo prenhe de segredos.
a partir daqui, a vida desta gente mudaria. mesmo.
e, infelizmente para os protagonistas desta história, apesar deles.
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hoje é dia de desejar que este dia seja "o primeiro dia da tua vida".
mas não deveriam ser todos os dias assim?
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Quinta-feira, Julho 16, 2009

casa amarela

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naturalmente, nestes dias, por estas últimas sessões.

hoje, sala esgotada.
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Quarta-feira, Julho 15, 2009

para que serve a física

a tontice continua a galgar neurónios, ao mais alto nível, em Portugal.

agora, que a ministra da pasta nos quer acender a chama do orgulho pátrio por termos elevado as médias à outrora tenebrosa matemática, assim um pouco como quem estimula um reforço positivo num adolescente preguiçoso, dando-lhe a entender que o esforço de uma obrigação deve ser objecto de prémio - embora seja difícil de entender este "orgulho" germinado à custa de de uns testes cuja facilidade é contestada por associações do sector - são conhecidos os tristes resultados a Português.

não me espanta. eu própria decidi-me, em tempos, a não colaborar mais com um sistema de ensino que aceita candidatos a futuros licenciados + estágio pedagógico acoplado, com média negativa, e aos quais se assistia, na prática, aos mais diversos erros estruturais, impossíveis de sanar em quatro anos lectivos.

jovens adultos candidatos a professores que não lêem um jornal - o Record não conta - que não procuram outra leitura para além dos cadernos de cópias para o exame, que não conseguiam indicar um único título de uma obra literária que tivessem lido, recente ou longínqua, que parece que tinham ido ao teatro, sim, uma única vez, com a escola, ver um Auto Vicentino, no nono ano, que não se obrigavam à chatice da revelação que pode causar uma exposição artística, que nunca tinham ouvido um grupo de câmara, quanto mais uma orquesta sinfónica, que nunca beberam de um bailado, de uma ópera, gente para quem a vivência estética e intelectual se mede pela bitola das canções de um Quim Barreiros, e que, quatro anos depois de terem entrado numa ESE (Escola Superior de Educação) imprimem a sua marca nas dezenas de crianças e jovens que os tomarão como exemplo.

a nódoa do Português só surpreenderá, portanto, os distraídos.

em relação ao fracasso de outra disciplina, a Física - que, em termos singulares, tem revelado muita da excelência de um punhado de investigadores e divulgadores portugueses -talvez se pudessem dar exemplos que castigam a ignorância, como este .

os italianos. estão como nós.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

escolas de élite e mentes brilhantes

enquanto me continuam a chegar convites de criadores portugueses para assistir aos seus trabalhos titulados invariavelmente na língua de Shakespeare - ó Camões, grande Camões... - e me vou inquirindo o porquê desta tamanha banalidade - sim eu sei, o mercado luso é pequenino e os artistas são assim uma coisinha infíma a tratos de polé, o título na língua da Magestade Deles sempre pode, hmmm... supôr a esperança de alguma internacionalização - ou talvez que o parolo tuga vá ver aquilo que soa àquilo que tem comido olhos e ouvidos adentro nas duas últimas décadas como o "sound " topas? chega-nos a notícia de que a educação do luso-britânico

"Michael Garveigh foi em Inglaterra e, segundo o jornal britânico ‘Times’, este tem mesmo ligações à família real, uma vez que estudou com o príncipe Eduardo."

bem... e isto foi o mais longe que conseguiu chegar?

pequenas coisas fazem os dias grandes

e começar o dia amparando quem não quer ser amparado, que se sente com forças mesmo se deve ser restringido a uma imobilidade forçada, cumprimentar quem atrás do balcão todos os dias se apresenta na sua impecabilidade intocável, o fato a gravata o sorriso afável, não forçado - uns heróis, estes homens e mulheres que gerem as malhas que a banca tece, nem consigo imaginar vida mais sacrificada - seguir para a primeira dose de cafeína matinal, ter vontade de interromper uma jovem avó - sim, as mulheres maduras conservam ainda de lado esta hipótese, esta cápsula de rejuvenescimento instantâneo, mas só com o netinho ao lado - queria partilhar com ela uns conhecimentos recém adquiridos sobre educação infantil, dizer-lhe que não tem de se esforçar em explicar ao pirralho de quatro anitos que irrompe numa birra gritada o porquê de ter partido o mil-folhas em três, se não o queres comer agora não comas a mim que me importa - era o que ela deveria ter dito, eu balbuciei a frase no ar ela não apanhou, continuou a explicar à bizarria imberbe o porquê do açucar o porquê da mastigação o porquê do porquê, a criar mais um futuro monstrinho cheio de direitos e poucos ou nenhuns deveres - retomar o passeio empedrado e deparar com duas meninas que me pareceram antigas tão antigas apenas por usarem trancinhas e bibes - como aqueles que toda a gente usava no tempo em que não havia pronto-a-vestir a ida à modista era um momento de terror das alfinetadas e o bibe protegia a roupa das brincadeiras, democratizava a rapaziada, que não se sentia, como agora, obrigada a mostrar que compra a marca x ou que prefere a marca z, e que pode fazê-lo - e que se não pode, rouba ou assalta o colega - um cão cruza a rua é um cão abandonado qualquer pessoa consegue ler o olhar de um cão perdido, abandonado, é um olhar de insegurança de incompreensão - assim como o de uma criança assustada, a diferença é nenhuma - é preciso tirar estas crianças da rua, um jovem adolescente leva pela mão um avô de olhar meio perdido, e eis que o jovem, este jovem, não vai com pressa para sítio algum não puxa o velhote não o empurra para o tempo veloz que consome também os afectos, o jovem não se distrai com nada mais, não usa telemóvel sequer e sobretudo não brande qualquer trejeito de impaciência de má-vontade. o jovem sorri. leva na mão o avô titubeante nos seus passos gastos, e no olhar um mar de esperança do tamanho do mundo.

Sábado, Julho 11, 2009

casa cheia



... hoje, para partilhar o percurso daquela que já foi, Clarisse.



aqui fui Clarisse.



em cena só até à próxima semana:
16, 17, 18 Julho, 22:00h

Segunda-feira, Julho 06, 2009

só para ti, que assobias para o lado como se não percebesses.


End Animal Abuse: Change Your Diet

This should go without saying, but the best thing you can do to reduce cruelty to animals on factory-farms is to become a vegetarian. It's an easy way to make sure that not a single animal is abused for your food, it's good for your health, and it is better for the environment. If you care about animals, this should be a no-brainer.

(de Animal Causes)

em Beja


após a participação no FESTIVAL DE SINTRA

aqui fui Clarisse
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chega a Beja, ao espaço arte pública

CASA AMARELA
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JULHO
9, 10, 11
16, 17, 18

22.00h

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marcações bilhetes
96.4781436

co-produção
arte pública/Companhia Teatro Sintra

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na foto (de Nuno Pinto):

Paulo Carrilho e Nuno Nogueira